As bolas de todas as copas

As bolas de todas as copas

As bolas de todas as copas

Conheça um pouco dessa fascinante história

As bolas de todas as copas, veja como tudo começou. Descubra como está atualmente a bola de futebol utilizada nos estágios. Uma fascinante viagem na história das bolas das Copas do Mundo.

Dezenas de modelos de bolas de futebol foram usadas em cada edição da Copa do Mundo FIFA. As bolas das primeiras edições eram em tons de marrom, revestidas por doze (ou mais) gomos em couro natural, fabricadas por fornecedores locais. Inicialmente, a câmara de ar era inserida por uma abertura, fechada posteriormente por uma costura externa. Com o passar dos anos, foram surgindo diversas melhorias nos materiais e nas técnicas de fabricação. A partir de 1970, a empresa alemã Adidas passou a fornecer as bolas usadas oficialmente na Copa, tendo fornecido desde então bolas para onze edições da Copas do Mundo (1970, 1974, 1978, 1982, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002, 2006, 2010 e 2014).

As bolas das copas no começo, era marrom. Depois, fez-se a luz. Branca, com gomos pretos, grafismos, cores, nomes. As bolas das Copas refletiram as transformações mundiais e acompanharam as singularidades de cada sede, da primeira edição, em 1930, no Uruguai.

A bola da copa de 1930, 1934 e 1938

A bola marrom 1930, 1934 e 1938

Nas três primeiras Copas (1930, 1934 e 1938), a bola era de couro marrom. A bola de capotão. As costuras eram externas, e o bico de encher ficava para fora. Na chuva, absorvia água e ficava mais pesada.
Na decisão do título de 1930, uma particularidade. Por falta de acordo entre os finalistas, no primeiro tempo do jogo foi usada uma argentina, e no segundo, uma uruguaia. Em 1950, no Brasil, as costuras e o bico foram colocados dentro da bola, para segurança dos jogadores.

A bola da Copa da Suécia em 1958

As bolas de todas as copas

Copa da Suécia 1958 – As bolas de todas as copas

Na Copa da Suécia, foi aberto um concurso internacional para a escolha da bola que seria usada, vencido por uma pequena companhia do país anfitrião. Foi com o modelo que Pelé e Garrincha encantaram o mundo e ajudaram o Brasil a ser campeão do torneio pela primeira vez. Uma belíssima representação do Brasil. Até os dias  atuais essa vitória agrega prestígio e glórias a todo o povo brasileiro que mundialmente é conhecido pelo país do futebol. Fazendo do futebol uma paixão nacional.

A bola da Copa do Chile em 1962

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Chile copa de 1962 – As bolas de todas as copas

A bola seguia sendo uma coadjuvante dos craques, sem grandes detalhes. Era marrom, cor original do material com que era fabricada, o couro. E foi com ela que o Brasil conquistou seu segundo título mundial.

A bola da Copa do México em 1970

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Copa no México 1970 – As bolas de todas as copas

A Telstar foi a primeira bola de futebol branca a ser decorada com pentágonos pretos. A sua configuração consistia em 32 painéis costurados a mão, criando um equipamento perfeitamente redondo.
A Copa de 1970 foi a primeira a ser televisionada ao vivo, e o desenho da Telstar – o nome significa “Estrela da Televisão” – foi feito para tornar a bola muito mais visível para as TVs.

A bola da Copa da Alemanha 1974

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Copa na Alemanha 1974

Curiosamente, teve edições com cores variadas. Nos jogos Alemanha x Bulgária, México x El Salvador, ambos na primeira fase, e Alemanha x Inglaterra, nas quartas de final, a cor da bola era marrom clara.Duas bolas foram usadas em 1974.

A Telstar fez novamente sua aparição. Explorando o êxito da versão do México, foi introduzida uma nova, toda branca, denominada Chile, inspirada no modelo da Copa de 1962, no país sul-americano. Rolou em oito partidas, incluindo a semifinal entre Brasil e Holanda e a decisão do terceiro lugar perdida pela Seleção para a Polônia. Os materiais e as técnicas na produção eram idênticos aos de 1970.

A bola da Copa da Argentina 1978

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Copa da Argentina 1978

Em 1978, o futebol teve outra revolução com o desenho da Tango. Mais uma vez, foi criada uma bola que se tornaria “um clássico do futebol”. Foram 20 painéis com “tríades” que criavam a impressão visual de 12 círculos idênticos. Nos anos seguintes, todas as bolas oficiais da Copa do Mundo foram inspiradas nesse design.

A bola da Copa de 1982 versão Tango em homenagem à Espanha

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Copa de 1982

Em 1982 e apresentou uma inovação tecnológia: costuras seladas para serem impermeáveis. Isso reduziu drasticamente a absorção de água pela bola, além de minimizar o aumento de peso. A Tango España foi a última a ser feita em couro para as Copas.

A bola da Copa de 1986 no México

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Copa de 1986 no México

O modelo revolucionou a produção de bolas de futebol. Foi a primeira totalmente sintética. Aumentou a durabilidade e minimizou a absorção de água. O design também estreou a inspiração na cultura do país anfitrião: no meio das tríades da Tango, grafismos astecas em homenagem ao povo que viveu no México entre os séculos XIV e XVI.

A bola da Copa de 1990 na Itália

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Copa de 1990 na Itália

Foi produzida completamente com materiais sintéticos e à prova d’água. Remetendo à cultura do país-sede, mostra três cabeças de leões etruscos dentro de cada uma das 20 tríades da Tango. Também foi usada na Eurocopa de 1992, na Suécia.

A bola da Copa de 1994 nos Estados Unidos

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Copa de 1994 nos Estados Unidos

Produzida com alta tecnologia, ganhou uma camada de polietileno branca. Isso fez da Questra mais suave ao toque, mais controlável e de maior velocidade. O nome foi derivado de uma antiga antiga palavra que significa “the quest for the stars” (a busca pelas estrelas”, em inglês).

A bola da Copa de 1998 na França

As bolas de todas as copas

Copa de 1998 na França

Foi a primeira multicolorida e fabricada fora da Europa desde 1970. Tinha uma camada de espuma sintética avançada, matriz apertada e regular, composta por enchimento de gás, fechamento individual e micro balões altamente duráveis. Também foi usada uma tecnologia de impressão “under glass”, aumentando a longevidade e visibilidade do design. Os desenhos nas tríadez azuis eram galos estilizados, representando o animal e as cores do país-sede.

A bola da Copa de 2002 na Coréia Japão

Copa de 2002 na Coréia Japão

Copa de 2002 na Coréia Japão

Possuía uma camada de espuma sintética refinada, o que garantia características superiores de performance. O chassi era costurado em três camadas, permitindo mais precisão e previsibilidade da trajetória da bola. Baseado na cultura asiática, o colorido era revolucionário. A lâmina (shuriken) no centro, com detalhes de chamas vermelhas, foi escolhida para simbolizar o esforço gigantesco e a energia que a Coreia do Sul e o Japão investiram para receber a Copa.

A bola da Copa de 2006 na Alemanha

Copa de 2006 na Alemanha

Copa de 2006 na Alemanha

As costuras sumiram em 2006. Os gomos passaram a ser soldados com calor para ficarem juntos. Em alemão, o nome + Teamgeist fez referência à característica decisiva que toda a seleção necessita para levantar a taça: o espírito de equipe.

A bola da Copa 2010 na África do Sul

Copa 2010 na África do Sul

Copa 2010 na África do Sul

Jabulaaaaaaani. Como esquecer da narração de Cid Moreira? O nome que significa “celebração” em Bantu, um dos dialetos do país-sede, caiu na boca do povo. Confundiu goleiros com sua trajetória irregular, por causa do contato do ar com os gomos redondos, bem juntos, e uma superfície ligeiramente irregular. Tinha 11 cores em referência ao número de jogadores de um time, total de idiomas oficiais da África do Sul e número de tribos que formaram a nação.

A bola da Copa 2014 no Brasil

Copa 2014 no Brasil

Copa 2014 no Brasil

A bola da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, acabou batizada como Brazuca após vencer uma eleição inédita com os torcedores, somando 77,8% dos votos – os outros concorrentes eram Bossa Nova e Carnavalesca. Bem colorida, simbolizava a paixão dos brasileiros pelo futebol. Produzida com tecnologia de ponta, tinha os gomos unidos através de um processo feito com alta temperatura, sem a necessidade de linhas de costura.

Brazuca e a taça da copa no Brasil em 2014 no Maracanã.

Brazuca e a taça da copa no Brasil em 2014 - As bolas de todas as copas

Brazuca e a taça da copa no Brasil em 2014 no Maracanã

Na decisão do título, ganhou edição especial: a Brazuca Final Rio, com traços dourados e verdes, simbolizando a Taça Fifa.

À próxima copa, em 2018, na Rússia.

A bola da Copa 2018 na Rússia

Copa 2018 na Rússia

Copa 2018 na Rússia

Inspirada na tradição, com os clássicos gomos pretos e brancos transformados em estampas metálicas e artes gráficas com efeito texturizado, a Telstar 18 é definida como “um clássico reinventado”. O nome original é inspirado na sua posição como “estrela da televisão” (TELevision STAR), em referência à Copa de 70 inaugurar a era das transmissões ao vivo do torneio pela TV. É a primeira com chip NFC, dispositivo que permite interação com smartphones, tendo um número de identificação individual e habilitando conteúdos e informações exclusivas.

Fonte: G1.com.br e Globo Esporte e wikipedia.org

Veja a retrospectiva do Globo Repórter.

A copa 2014 e as Olimpíadas 2016

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